Paulo Freire acreditava que o educador deve se comportar
como um provocador de situações,
um animador cultural num ambiente em que todos aprendem em
comunhão.
Tenho me questionado muito sobre as novas
maneiras de trabalhar na escola. Isso falando a grosso modo. Partindo de minha
visão através da sala de informática. Quer dizer: o que eu percebo quando o
aluno chega a sala informática.
1º. o aluno das séries inciais, em primeiro
momento, querem jogos. Mas, jogos de lan hause, tipo lutas, mortes.
2º. Quando questionados sobre o que gostariam
fazer/aprender, não tem idéia.
3º. Os alunos não são desafiados a
questionar/pesquisar em sala de aula, etc.
No primeiro ano que comecei a trabalhar em sala de
informática, já tinha uma uma idéia do que queria fazer. QUERIA FAZER UM
TRABALHO PARALELO COM O PROFESSOR/SALA DE AULA. Todo assunto ou
"conteúdo"que o professor trabalhasse em sala de aula, eu
complementaria na sala de informática.
Partindo deste principio, fui atrás de material.
Procurei os professores e contei minha idéia. Eles gostaram. Peguei o
roteiro do trabalho inicial deles e montei meu projeto.
Informei a direção e coordenação do que pretendia
trabalhar na sala de informática e recebi sugestões quanto a organização e
operacionalização do projeto em si.
O Projeto:
As turmas foram divididas em dois grupos. O tempo
na sala de informática era de uma hora por turma. Então, cada grupo tinha 30
minutos de aula. Esta organização serviu para que todos os anos iniciais, do
turno da manhã, pudessem ir toda a semana.
Iniciei com trabalho de Coordenação motora, para
usarem o mouse. Programinha simples onde os alunos movimentam o mouse
encaixando objetos. Foi um sucesso. Mais tarde, após ver que eles já tinham
domínio, começaram a pintar, desenhar.
Concomitantemente, fiz alguns cursos no NTE. Um
dos que mais aproveitei e que os alunos gostam ainda foi o Power Point
interação. Excelente para criar objetos de aprendizagem. Produzi várias
atividades que eram para alunos dos anos iniciais até anos finais e séries que
ainda temos na escola, dentro do conteúdo que o professor programou.
Trabalhei com os ano iniciais e finais, vários
jogos educativos: escola games(excelentes atividades que culminam com jogos)
eles adoram, repositórios de atividades educativas(vários), várias atividades
pedagógicas...
Ano passado comecei a questionar a coordenação e
professores, sobre a pesquisa. As bibliotecas das escolas públicas, na maioria,
estão ficando acéfalas, sendo usadas somente para retirada e troca de livros. E
a pesquisa? Nestas bibliotecas os alunos não pesquisam mais. Uma que não tem
mais material de pesquisa, outra que não são incentivados a pesquisar.
A coordenação e direção dizem que quando
solicitada, a pesquisa, os alunos devem fazer na internet. Escola pobre, poucos
alunos tem computador em casa e a sala de informática não tem horário livre
para todos pesquisarem. Solução é computadores na biblioteca, mas...
Então solicitei mais pesquisa dos professores
para os anos iniciais. Pelo menos iniciá-los no assunto. Sugeri que o professor
antes de entrar em conteúdo novo, peça aos alunos que pesquisem sobre o
assunto, podendo até dar algumas perguntas para que eles respondam. Como norte.
Os quartos e quintos anos gostaram muito e quando terminavam me pediam se
podiam olhar vídeos sobre o assunto. Perfeito. Eles entenderam. Ler, pesquisar,
observar e na sala de aula dar um “baile” no professor mostrando o que
entenderam. Também trabalhei com eles a digitação. Conhecer o teclado,
escrevendo poesias e textos criados em sala de aula.
Creio que deveria ser mais explorado estas
pesquisas, mas os professores têm pressa, o conteúdo tem que ser dado e não há
muito tempo.
Já nos anos finais o trabalho é diferente. As
turmas só vão a sala de Informática se o professor se dispuser, se gostar
do ambiente e se souber trabalhar nos computadores. Imposição deles
mesmo. Então os professores que vão mais a sala de informática são aqueles que
trabalham a pesquisa, a digitação e criação de slides, vídeos, etc.
Para os alunos dos Anos finais usarem a sala de
informática, - se apropriarem dela como se deve – organizei um CURSO chamado:
Informática Básica. Onde montei 4 turmas de 10 alunos cada. O curso aconteceu
pela manhã, já que suas aulas eram a tarde. A proposta era de ensiná-los a
trabalhar no editor de texto, no Power point, no hagaque, movie maker e
internet. Também ajudá-los nas redes sociais (facebook, Orkut, MSN, Google
Talk, E-mail...). O curso teve duração de dois anos.
Posso falar com orgulho, pois os professores
ficavam encantados com os slides e vídeos que eles produziam. Nas apresentações
de seus trabalhos, os alunos falavam com muito orgulho de suas produções. A
pesquisa e a parte visual/estética do trabalho a apresentação, só isso já me
enche de esperança de que esses alunos já sabem e podem achar seus espaços.
Vygotski resalta que: “quando o
homem modifica o ambiente
através do seu próprio
comportamento, essa mesma modificação
vai influenciar seu comportamento
futuro”. (Luria et alli REGO, 1995; pp. 41)
ENTÃO SURGIU O PROJETO...
Duração: durante todo o ano letivo
JUSTIFICATIVA:
Considerando a chamada sociedade do conhecimento, em que
novas competências ao educador são exigidas, novas formas de realizar o
trabalho pedagógico são necessárias, é importante que os professores se
sensibilizem e se motivem para a integração das tecnologias de informação e
comunicação existentes na escola onde
exercem sua atividade profissional, como sendo ferramenta de apoio ao processo
ensino-aprendizagem que realmente considere e respeite os princípios éticos e
humanos de cada ser humano, neste caso o educando, valorizando sua autonomia e
capacidade própria de interatividade e cooperação entre colegas.
Desta forma, apresentamos o presente projeto objetivando
facilitar o processo ensino-aprendizagem e, torná-lo mais eficaz,
significativo e prazeroso através da criação de atividades interativas produzidas no
software power point interação,destinadas às crianças da 1ªsérie do Ensino Fundamental.
É necessário salientar que o sucesso na alfabetização
e no letramento dependeda transformação da escola em um “ambiente
alfabetizador”, rico em estímulos que provoquem nos alunos atos de leitura e escrita,
permitindo-lhes compreender o funcionamento da língua escrita e apropriar-se de seu uso
social.Além disso, é importante proporcionar atividades lúdicas, desafiadoras,
interligadas e variadas que visem enriquecer o processo de alfabetização e
letramento e, torná-lo mais prazeroso e atraente para os alunos, os quais na sua
grande maioria, demonstram satisfação e interesse ao ir no Laboratório de
Informática Educativa da escola.
Então,produzimos material didático no Power Point
Interação, como já mencionado e, as atividades criadas decorrem do tema “Crescendo
e Aprendendo com o Mundo Mágico das Palavras” e, abordam os seguintes sub-temas:
*Eu e meus colegas;
*Me divirto brincando;
*Eu gosto de animais e
*Me alimento bem, tenho saúde!
Cabe
ainda ressaltar que, de antemão, acreditamos no sucesso desse trabalho,onde objetivamos potencializar a incorporação
das tecnologias de informação e comunicação no fazer pedagógico em nossa
escola da atuação.
OBJETIVO GERAL:
Construir atividades interativas que mostram a
possibilidade que o educador possui de criar suas próprias atividades
didáticas, de acordo com o projeto e/ou assunto que está sendo
trabalhado em sala de aula, através da interação com softwares de produção de
material didático, como o Power Point e, desta forma, articular seu fazer
pedagógico com o uso das
Tecnologias de Informação e Comunicação existentes na escola.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
à Sensibilizar e motivar os educadores para a
necessidade de integração das tecnologias de informação e comunicação presentes
no cotidiano escolar, como ferramenta de apoio ao processo de
ensino-aprendizagem significativo.
à Utilizar o computador como instrumento lúdico de
apoio que o educador possui, proporcionando aos agentes do processo
educativo(educador e educando) formas diferenciadas de construção do
conhecimento, o desenvolvimento da motricidade, bem como a inclusão digital no
processo educativo.
àCriar estímulos que provoquem nos alunos atos de
leitura e de escrita, permitindo-lhes compreender o funcionamento da língua
escrita e apropriar-se de seu uso social, por meio de atividades atraentes, lúdicas,inovadoras e interativas, produzidas no Power Point.
àPropiciar um ambiente cooperativo, onde a criança
valorize seu papel de sujeito do próprio saber, dando opiniões,
auto-avaliando-se e participando ativamente das atividades interativas
produzidas no software PowerPoint.
à Conhecer a si mesmo, descobrindo suas
potencialidades e desenvolvendo-as no seu dia-a-dia, bem como, estabelecendo relações de amizade,
afetividade e cooperação com os colegas e seu grupo de convívio familiar,
escola e comunidade.
à Identificar os brinquedos e brincadeiras
preferidas de cada um, os quais contribuem para o crescimento de seres humanos
mais saudáveis.
à Discutir sobre alimentação saudável e a nossa
alimentação diária, identificando as preferências alimentares de cada um,
reforçando que uma boa alimentação nos faz crescer fortes e saudáveis e nos
desenvolver.
à Socializar com os colegas professores e, a equipe
do Núcleo Tecnológico Educacional-NTE responsável pela coordenação do curso, as
atividades interativas produzidas no power point, as quais são destinadas aos
alunos da 1ªsérie do Ensino Fundamental, podendo estas serem aplicadas no
decorrer de todo ano letivo, privilegiando a aprendizagem cooperativa e dando
autonomia aos alunos no processo de aprendizagem.
à Identificar os diferentes tipos de animais
existentes na natureza e a relação com os seres humanos, bem como a importância
de cada ser para a manutenção do equilíbrio ecológico e cadeia alimentar
ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS:
àAtividades produzidas no power point
interação,decorrentes do tema e abordando os sub-temas:
*Eu e meus colegas
*Me
divirto brincando
*Eu
gosto de animais
*Me
alimento bem, tenho saúde!
AVALIAÇÃO:
A avaliação é o instrumento que permite ao educador
acompanhar o desenvolvimento da aprendizagem do aluno. Será satisfatório se as
crianças realmente participarem do processo, realizando as atividades propostas
e demonstrando que houve evolução no processo ensino-aprendizagem. Além disso,
o professor deve analisar não apenas o
aspecto cognitivo, mas também os aspectos sócio-afetivo e motor da criança, bem
como sua capacidade de inclusão no mundo digital, já que as novas tecnologias
estão cada vez mais inseridas na vida das pessoas e no cotidiano escolar. Além
do já exposto, será satisfatório se alcançadas as metas/objetivos propostos no
projeto.
Referências
bibliográficas:
AMORIN, Maria Luísa. Coleção Cada Letra uma História.
2.
ed.Belo Horizonte: Ed. FAPI,
2005
AROEIRA,Maria Luisa Campos,SOARES,Maria Inês Bizzotto.
A mágica das
letras:alfabetização e letramento de A a Z.
Belo Horizonte:Ed.
FAPI,2004.
CAGLIARI,Luis Carlos. Alfabetização e Lingüística. São
Paulo:
Scipione,1993.
CARVALHO,J.B.P. Outros impressos e materiais didáticos em
sala de aula. Texto escrito para o Programa 4 da
Série
Materiais didáticos –
escolha e uso.Salto Para o Futuro/ TV
Escola,2005
FRANCO,Ângela Et.AL. Construtivismo;uma ajuda ao
professor. Belo
Horizonte:Lê,1995.
KLEIMAN,Ângela. Os significados do letramento:uma nova
perspectiva
sobre a prática social da escrita. Campina
Mercado das
Letras,1995.
Ministrado por: Vera Lucia Barasuol Merten (Coord. laboratório de
informática)
Clientela: Discentes e Docentes
dos Anos Iniciais e Anos/Séries Finais do Ensino Fundamental.
1. PERÍODO:
·
Anos Iniciais – manhã
·
Anos/Séries Finais – tarde
2. TEMA: Aprendizagens Múltiplas
Objetivo Geral: Auxiliar o professor e o aluno na busca de informações transformando-as
em aprendizagens.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·
Dar suporte aos alunos
no que diz respeito a conhecimento básico de hardware e software;
·
Uso de softwares de criação e edição de imagens,
vídeos e arquivos sonoros;
·
Apresentá-los as redes
sociais, para aprendizagens colaborativas e multimeios;
·
Busca e uso de materiais
didáticos alternativos;
·
Digitação de textos e elaboração de apresentações
·
Apresentá-los e
auxiliá-los na pesquisa on-line;
·
Informações de uso
diário e prático;
·
Envolver os alunos na
escola;
·
Privilegiar a
aprendizagem cooperativa e dando autonomia aos alunos no processo de
aprendizagem;
·
Utilizar o computador
como instrumento de apoio proporcionando aos alunos diferentes formas de
construção do conhecimento, do desenvolvimento da motricidade, bem como da
inclusão digital no processo educativo;
·
Auxiliar nas Formações
Continuadas, instrumentalizando o professor na utilização das novas tecnologias
ampliando as possibilidades de trabalho dentro da sua área de conhecimento
específico.
4. JUSTIFICATIVA:
O
Laboratório de Aprendizagem visa oportunizar ao educando novas situações de
aprendizagem, para que com um atendimento mais individualizado e diferenciado
possa sanar suas dificuldades.
O principal
objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao currículo escolar, está
na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias e aos
conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade
informatizada.
Com a chegada da
Internet na escola, e sabedores de que
ela é mais que acesso a informação, queremos usá-la também como rede de
comunicação onde possamos participar de projetos e eventos colaborativos
mundiais, e participar de excursões
virtuais (redes sociais), para conhecimento
e troca de experiências.
5. METODOLOGIA:
·
Conhecimento básico de
Hardware e Software;
·
Produções no editor de
texto e formatação: Inserir figuras, tabelas, salvar, abrir, copiar/colar, Word Art, Fontes,
etc;
·
Produzir slides no Power
Point e Formatação: copiar, colar, inserir imagens, fontes, visualizar e
movimentar;
·
Conhecer os caminhos da
internet para pesquisa;
·
Fazer pesquisas;
·
Criar email, Orkut e MSN
para conversação;
·
Conhecer e postar em
blogs;
·
Conhecer e interagir nos
sites de redes sociais (Facebook, Twitter, Skydrive, Orkut, MSN...)
6. AVALIAÇÃO:
Ao acompanhar o
desenvolvimento da aprendizagem dos alunos observaremos se houve aprendizagem
analisando não apenas o aspecto cognitivo, mas também sócio-afetivos e bem como
sua capacidade de se inserir no mundo digital.
RELATÓRIO DO ANO LETIVO
Neste ano, através do laboratório de informática (sala agradável, alegre e estimuladora de aprendizagens), juntamente com o trabalho de resgate da auto-estima, o educando pôde vivenciar uma prática que o auxiliou na alfabetização e nos demais conhecimentos trabalhados na escola e fora dela.
RELATÓRIO DO ANO LETIVO
Neste ano, através do laboratório de informática (sala agradável, alegre e estimuladora de aprendizagens), juntamente com o trabalho de resgate da auto-estima, o educando pôde vivenciar uma prática que o auxiliou na alfabetização e nos demais conhecimentos trabalhados na escola e fora dela.
Na sala de Informática,
inicialmente com 12 computadores, foram desenvolvidas atividades educativas
envolvendo educandos e educadores, visando a valorização da aprendizagem e o
resgate da auto-estima através do uso desta tecnologia. Foi elaborado
calendário de horários para todas as turmas objetivando dar acesso a todos.
Para tanto, elaboramos um calendário com horários de 30 minutos por grupo, onde
as series iniciais(1º e 2º ano, 1ª à 4ª série), no turno da manhã, de 2ª à 6ª
feira, divididos em dois grupos, freqüentavam. A divisão das turmas aconteceu
após verificarmos que os pequenos não se concentravam na atividade, pois eram
poucos computadores e muitos alunos, sendo assim, optou-se por dividir a turma.
Cada dia ia duas turmas, uma antes do recreio e outra após. No turno da tarde
com as séries finais (5ª até 8ª série), a turma ia toda, porque os alunos eram
maiores e conseguiam trabalhar em grupo e também os horários eram reservados
pelos professores conforme seu planejamento e a ansiedade dos alunos..
Também
reservamos horário para trabalhar um pequeno grupo de alfabetização, como uma
tentativa inovadora para despertar nessas crianças novo desafio e interesse,
estimulando-as a querer aprender. O laboratório começou suas atividades em
junho de 2008, e em setembro recebemos mais 10 computadores.
Nos primeiros dias de
aula, pude perceber que a maioria de nossas crianças nunca havia tocado em um
computador. Talvez visto em lojas e televisão, mas quando tocaram no teclado,
no mouse, seus olhinhos brilharam, aquilo era um sonho realizado, demorado, mas
realizado.
Primeiro vieram os alunos do 1º ano.
Olhavam espantados e maravilhados. Tudo era novo, até as cadeiras verdes,
naquele ambiente claro, ficou lindo. Ficaram quietinhos esperando a professora
dizer que podiam tocar e como faríamos. Falei sobre o computador, o mouse e o
teclado. Depois, abri um software que trabalha a coordenação motora para com o
mouse. Expliquei um por um, e por incrível que pareça, eles não conseguiam
segurar o mouse. Suas mãozinhas eram duras sem coordenação. Então coloquei
minha mão por cima da deles e fui clicando. Fazendo-os sentir.
É claro que havia
crianças que só uma explicação bastava. A partir daí, foi tudo de bom, eles
chegavam a exigir de seus professores para ir ao laboratório. Quando era o dia
da turma, não queriam ir a passeios ou qualquer outra atividade.
Após dois meses de
funcionamento do laboratório, de trabalhar a coordenação motora para as series
iniciais e alguns softwares de pesquisa para as séries finais, de ver que eles
queriam mais sem saber exatamente o que. Fiz uma análise que muito me ajudou
no andamento deste espaço, que esta assim descrito:
A primeira coisa que as crianças pedem quando chegam no laboratório é:
- QUERO UM JOGUINHO PROFE. Será que na cabeça deles o laboratório é uma sala de
jogos? De onde surgiu esta idéia? Também
não gostam de atividades em que tenham que pensar muito. Uma das maiores dificuldades encontradas é a
sua falta de leitura. Não lêem o enunciado e tentam adivinhar o que a atividade
pede. Falta hábito.
O desenvolvimento das atividades, agora, ocorre tranqüilamente, depois que o fazem pela segunda vez. Na primeira tentativa eles não se sentem motivados e acredito, que não se sintam capazes de fazer, daí rejeitam a atividade. Após explicação e alguns exemplos à atividade flui tranqüilamente.
Vencida algumas dificuldades, passado alguns meses, percebo que gostam de todas as atividades, lêem e interpretam com dificuldade, mas o fazem, e para mim é o que importa.
Durante todo este tempo que estou trabalhando com as crianças e após esta análise, concluí alguns objetos de aprendizagem, criados no PowerPoint. Para minha aprendizagem e das crianças. As atividades desenvolvidas por mim, ficaram entre, leitura e interpretação, resolução de problemas matemáticos, que envolve questionamento e desenvolvimento, atividades lúdicas, e outras tantas de estratégias e lógica. As crianças estão gostando muito, pois conforme vou produzindo os objetos de aprendizagem, vou postando para interagirem com ele.
Também,
durante o 2º semestre, após planejamento com a coordenação e a professora
regente da turma, foi reservado horário para trabalhar com um grupo de alfabetização.
Uma das maiores dificuldades em trabalhar com estes alunos é
a falta de noção do que querem, ou seja, queixam-se que não querem estudar, que
é muito chato, que não gostam disso ou daquilo. Na escola tentamos de todas as
formas cativá-los e instigá-los a querer a aprender. Tem dias que você desanima de tamanha má
vontade de fazer as atividades solicitadas. Estou convencida que os pais precisam
gostar da escola e mostrar para eles o quanto estudar é importante, que eles
queiram que seus filhos estudem e procurem formação para trabalhar, ganhando um
salário melhor para ter uma vida melhor...quebrando este círculo vicioso. Não
estamos e não queremos procurar culpados pelos problemas sociais, mas há que se
achar soluções. As reuniões na escola estão sempre acontecendo, mas os pais,
estão cada vez mais desaparecendo. Mas a escola não desiste, ela é a única que
ainda importa-se com a aprendizagem de seus alunos e com suas dificuldades.
Minha avaliação para 2008 é
sobre o quanto a escola deve estar atenta aos avanços tecnológicos e precisa
oferecer o necessário na preparação dos alunos para a sociedade que aí está,
bem como oferecer instrumentos que desenvolvam a criticidade, incentivando,
instigando. ...Percebi que ao longo da alfabetização, muitos educandos “se
perdem no caminho”, por encontrarem dificuldades e por não acreditarem mais em
si mesmos.
É necessário práticas que estimulem esses educandos desmotivados e desacreditados, a acreditar em seu potencial e a desenvolver o gosto e o prazer pelo conhecimento e pela escola.
É necessário práticas que estimulem esses educandos desmotivados e desacreditados, a acreditar em seu potencial e a desenvolver o gosto e o prazer pelo conhecimento e pela escola.
Vera Lucia B. Merten
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